
Não é mal quando olhamos para a nossa volta e vemos aquelas pessoas tão perto e ao mesmo tempo tão distantes de nós, que nos enxergam mas que não enxergam aquilo que se passa no nosso interior?
Não é confuso não saber o que se quer , nem o que se sente em relação a pessoas tão importantes em nossas vidas ?
Não é vergonhoso desistir de tudo simplesmente por não ter uma razão para prosseguir, por não querer ser esta pessoa em que nos tornamos ?
E' confuso, é vergonhoso, é estranho, é tudo isso...
Não sei de onde provem esta confusão que reside em mim, não sei para onde ela vai e nem sei ate onde vai. Não sei o que ela pretende, não sei porque insiste em ficar e se auto-complicar dentro de mim.
So sei que , unicamente por causa dela, tenho perdido pessoas especiais, tenho perdidos momentos, tenho perdido gostos e vontades, tenho perdido tempo.
Tempo e vida. Perder tempo com coisas assim é desvalorizar a vida.
Entre aspas e sublinhado, a vida é um presente que deve ser ilimitadamente valorizado.
O que eu tenho feito comigo ? Passo os dias simplesmente..
Ando , mas não sei para onde vou.
Escrevo, mas não planeei antes de o fazer.
La esta.. Planos ? Sera que é este o meu medo ?
Em toda a minha vida fiz planos... e estes ficaram para trás, de mãos dadas com um passado um pouco distante do meu alcance e da possibilidade de um dia se fazer presente outra vez.
Também não me desespero, e não acho que expor a minha confusão interior seja uma forma urgente de chamar a atenção para o quanto estou desesperada sem saber algumas respostas tão simples, sem me encontrar.
Pelo contrario, mantenho a calma porque sei que isso passa.
Eu sei que vou me reencontrar , e mesmo que não encontre todas as respostas sei que um dia vou encontrar uma direcção, e no fundo é isso que importa.
Mas é triste, sinto-me desperdiçada.
Sinto-me fracassada por perder algumas das pessoas que eu amo sem dar luta,
Sinto-me estranha e estúpida, por ter deitado fora algumas oportunidades e sentimentos, mesmo sabendo que há oportunidades que não voltam uma segunda vez.
Sou uma folhinha perdida a voar. Voo de um lado para outro , para onde o vento soprar com mais força.
Queria ser um pássaro, para voar da mesma forma, mas também para ter a certeza de que as minhas asas abririam quando eu bem entendesse, e me levariam para qualquer lugar que eu imaginasse, mesmo que eu precisasse lutar contra uma corrente .
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